Como Armazenar Silagem

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Equipamentos Multiagro

Para Armazenamento de Silagem

Como Armazenar Silagem: Métodos, Equipamentos e Como Reduzir Perdas

>Armazenar bem a silagem é uma das decisões mais importantes da pecuária. Uma lavoura bem conduzida perde valor se a silagem estraga no silo: cada tonelada perdida é área plantada, adubo, colheita e transporte que não chegam ao cocho.

Este guia compara as principais formas de armazenar silagem — silo-bolsa, silo trincheira, silo de superfície e silagem em pacotes —, mostra quanto se perde em cada uma e explica o passo a passo para ensilar em silo-bolsa, com os equipamentos adequados para cada situação.

A Multiagro, especialista em equipamentos para silo-bolsa desde 2006, fabrica as embutidoras de silagem SEF 30 e SEF 40, a plataforma de descarga PDL 50 e as prensas de silagem em pacotes PSP 30 E e PSP 3090.

1. Silo-bolsa: por que é uma das melhores escolhas na maioria dos casos

Como funciona

No silo-bolsa, a forragem picada é empurrada para dentro de uma bolsa de polietileno pela embutidora, que compacta o material contra a bolsa enquanto avança. O controle da compactação é feito pelos freios da máquina. Ao final, a bolsa é fechada e a fermentação acontece sem contato com o ar.

Flexibilidade operacional

O silo-bolsa pode ser instalado em qualquer local adequado da propriedade, perto da lavoura ou do local de consumo, sem obra em alvenaria. A capacidade acompanha a safra: basta usar mais ou menos bolsas.

Também permite separar silagens diferentes — milho, sorgo, capim e cortes de qualidades diferentes — em bolsas separadas, o que facilita a formulação das dietas. Com chuva, o enchimento é interrompido e retomado no mesmo ponto, sem perda do material já ensilado.

Menores perdas

As perdas acontecem no enchimento, na fermentação, no armazenamento e na retirada. No silo-bolsa, a compactação mecânica, a vedação imediata e a pequena área de face exposta na retirada reduzem as perdas, principalmente as de superfície e de deterioração depois da abertura.

Perdas totais de matéria seca na silagem de milho, por sistema

  • Silo-bolsa: 9% a 14%.
  • Silo trincheira coberto com lona: 16% a 31%.
  • Silo de superfície coberto com lona: 17% a 34%.
  • Silo trincheira sem cobertura: 24% a 43%.
  • Silo de superfície sem cobertura: 37% a 58%.

Fonte: Holmes e Muck (2000), Universidade de Wisconsin, citados pela Universidade Estadual do Kansas. Os valores dependem do manejo; em bolsas bem fechadas e sem furos, as perdas ficam no limite inferior da faixa.

A compactação uniforme inclusive nas bordas, onde o trator não alcança, a ausência de contaminação por terra dos pneus e a aplicação uniforme de inoculante completam a diferença de qualidade.

2. Outros métodos de armazenagem

Silo trincheira

O silo trincheira é o método mais difundido no Brasil e continua sendo uma opção para grandes volumes, especialmente quando a propriedade já tem a estrutura e uma equipe treinada. Seu ponto fraco são as perdas no enchimento, na compactação e na superfície, onde a vedação com lona é mais difícil de manter, e a qualidade pode variar dentro do mesmo silo.

Se a opção for a trincheira, as boas práticas reduzem as perdas:

  • Distribuir a forragem em camadas de 15 a 25 cm antes de compactar.
  • Usar um peso de trator para compactação de cerca de 40% da massa de forragem descarregada por hora.
  • Manter o tempo de compactação pelo menos igual ao tempo de colheita.
  • Encher em forma de rampa e cobrir ao fim de cada dia.
  • Usar lona com barreira de oxigênio e inoculante.
  • Avançar a face no mínimo 15 a 30 cm por dia (mais no verão), com corte uniforme.

Silo de superfície

O silo de superfície (ou bunker sem paredes) dispensa escavação, mas tem mais área exposta ao ar e ao sol. As perdas tendem a ser iguais ou maiores que as da trincheira, e a compactação nas laterais é mais difícil.

3. Silagem em pacotes: PSP 30 E e PSP 3090

Para pequenos volumes e máxima flexibilidade

As prensas de silagem em pacotes da Multiagro compactam a forragem picada em sacos retangulares, cada um funcionando como um pequeno silo sem ar. São produtos patenteados, com registro no INPI.

PSP 30 E

  • Carrossel de 3 posições e compactação hidráulica.
  • Pacotes de 20 a 30 kg, com densidade acima de 600 kg/m³.
  • Rendimento de até 1.000 kg/h.
  • Motor elétrico monofásico de 2 cv, 127/220 V, com proteção rural.
  • Peso de 220 kg, fácil de levar para qualquer ponto da propriedade.

PSP 3090

  • Carrossel de 5 posições e balança acoplada, com relatório de produção por lote.
  • Pacotes de 25 a 30 kg, com densidade acima de 600 kg/m³.
  • Rendimento de até 2.000 kg/h — o dobro da capacidade máxima da PSP 30 E.
  • Motor elétrico monofásico de 2 cv, 127/220 V.

Onde a silagem em pacotes se destaca

  • Propriedades familiares e rebanhos pequenos, que consomem pouco por dia e não conseguiriam avançar a face de um silo grande.
  • Venda de silagem: os pacotes padronizados são fáceis de pesar, empilhar, paletizar e transportar.
  • Forragens de alto valor, que podem ser separadas por lote e qualidade.
  • Armazenagem em galpão ou em qualquer local adequado, sem obra.

A Multiagro desenvolveu análises de densidade e perdas da silagem em pacotes em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

4. Passo a passo para ensilar em silo-bolsa

Planejamento

Calcule a quantidade de silagem e a área de plantio:

Silagem por ano = Número de animais × Consumo diário × Número de dias.

Área = Silagem por ano ÷ Produtividade ÷ (1 − Perdas).

O exemplo completo está na seção de análise econômica, abaixo.

Escolha do equipamento

  • SEF 30: bolsa de 6 pés (1,8 m), até 40 t/h, trator a partir de 70 HP, tanque inoculador de série.
  • SEF 40: bolsa de 9 pés (2,7 m), até 60 t/h, trator acima de 90 HP, tanque inoculador de 300 L.
  • PDL 50: plataforma de descarga lateral para abastecer a embutidora diretamente de caminhões e carretas basculantes, até 60 t/h, com o mesmo trator da embutidora.

O diâmetro da bolsa deve acompanhar o consumo diário, para que a face aberta avance todos os dias. Exemplo: uma bolsa de 6 pés com 60 m guarda cerca de 90 t de silagem, ou 1,5 t por metro. Um rebanho que consome 2,6 t por dia avança cerca de 1,7 m por dia e consome a bolsa em cerca de 35 dias. Rebanhos maiores tendem a usar bolsas de 9 pés.

A possibilidade de prestar serviço de ensilagem a vizinhos também pode justificar uma máquina de maior capacidade e acelerar o retorno do investimento.

Colheita

  • Ponto de colheita: 32% a 35% de matéria seca na planta inteira, faixa recomendada pela Embrapa (em áreas grandes, pode-se começar com cerca de 30% para terminar dentro da faixa).
  • Altura de corte: cerca de 30 cm.
  • Tamanho de partícula: cerca de 1 a 2 cm, com os grãos bem quebrados (a Embrapa indica de 1 a 3 cm); partículas menores facilitam a compactação.
  • Facas da colhedora: afiadas duas vezes ao dia e reguladas com a contrafaca.

Enchimento

  • Mantenha um fluxo constante de forragem na esteira, ajustando a velocidade conforme o material.
  • Regule o freio para manter a compactação e o estiramento corretos da bolsa.
  • Aplique o inoculante de forma uniforme pelo tanque da máquina.
  • Posicione a bolsa em terreno firme, limpo, com leve declividade para drenagem.
  • Feche a bolsa imediatamente ao final do enchimento.

Manejo e conservação

Fermentação: mantenha a bolsa fechada por no mínimo 21 a 30 dias antes da abertura; o inoculante acelera a fermentação. Nesse período, inspecione a bolsa com frequência e vede qualquer furo na hora.

Abertura e utilização: corte a bolsa no sentido transversal e retire uma fatia uniforme todos os dias, avançando no mínimo 15 a 30 cm por dia (mais no verão). Forneça a silagem no mesmo dia da retirada.

5. Análise econômica: quanto o silo-bolsa economiza?

Exemplo: 100 vacas em lactação

Premissas: 100 vacas, 26 kg de silagem por vaca por dia, 365 dias e produtividade de 45 t de massa verde por hectare.

  • Silagem necessária no cocho: 100 × 26 kg × 365 = 949 t por ano.
  • Área sem perdas: 949 ÷ 45 = 21,1 ha.

Comparativo com as perdas de cada sistema

Silo trincheira coberto (23% de perdas, meio da faixa medida):

  • Área: 21,1 ÷ 0,77 = 27,4 ha.
  • Quantidade a ensilar: 1.232 t.

Silo-bolsa (12% de perdas, meio da faixa medida):

  • Área: 21,1 ÷ 0,88 = 24,0 ha.
  • Quantidade a ensilar: 1.078 t.

O silo-bolsa precisa de 3,4 ha a menos de lavoura — 154 t de silagem a menos para colher, transportar e ensilar — para alimentar o mesmo rebanho. A um custo de produção de R$ 3.600 a R$ 6.000 por hectare, isso representa R$ 12 mil a R$ 21 mil por ano, sem contar a economia de combustível e horas de trator na compactação, lona e mão de obra.

Refaça a conta com o tamanho do seu rebanho, a produtividade da sua lavoura e o seu custo por hectare.

Benefícios que não aparecem na conta

Além da economia direta, o silo-bolsa permite instalar o silo onde for mais conveniente, ajustar a capacidade a cada safra, separar silagens de qualidades diferentes e interromper o trabalho com chuva sem perder material.

6. Conclusão

Para a maioria das propriedades, o silo-bolsa é uma forma de armazenar silagem com menos perdas, menor investimento em estrutura e mais flexibilidade. A trincheira continua sendo uma opção para grandes volumes, desde que as boas práticas sejam seguidas à risca, e a silagem em pacotes atende rebanhos pequenos e quem vende silagem.

A Multiagro oferece as embutidoras SEF 30 e SEF 40 para silo-bolsa, a plataforma PDL 50 para abastecimento direto e as prensas PSP 30 E e PSP 3090 para silagem em pacotes, com mais de 20 anos de experiência em armazenagem de silagem.

Quer calcular quanto sua propriedade pode economizar? Fale com um especialista Multiagro.

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